segunda-feira, 19 de julho de 2010
O Caso Bruno
Assisti no programa Fantástico da Rede Globo, ontem, o Advogado dos investigados dizer que não via incompatibilidade em exercer a defesa de todos os implicados. Na sequência vai ao ar a manifestação de Bruno jogando a responsabilidade pelos fatos relativos ao “desaparecimento” de Eliza em seu amigo e auxiliar “Macarrão”. A partir desta afirmação, os interesses de ambos (Bruno e Macarrão) tornam-se conflitantes e deve o Advogado renunciar a um dos mandatos. O interessante é que esta postura de Bruno, revelada agora, é adotada desde sua prisão, portanto, não é novidade para seu representante na causa. A incógnita fica pelo fato do Causídico ter afirmado ser um canalha o defensor que, exercendo defesa de mais de um constituinte, usa do mandato para privilegiar um deles.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Prisão Especial
Li, hoje, que o Senado Federal aprovou (a matéria voltará à apreciação da Câmara) o fim da prisão especial (projeto de Lei Ordinária) para muitos que dispunham desta prerrogativa. Permanecem com o benefício a Magistratura e o Ministério Público federais em razão da previsão se encontrar em Lei Complementar. O instituto da prisão especial, na verdade, passa a existir, agora, de forma indiscriminada. Ela (prisão especial) será concedida pelo juiz do processo sempre que este verificar que o preso corre risco se compartilhar do convívio com outros presos. Nos casos de flagrante, ou execução de mandado de prisão, ficará à cargo do Delegado de Polícia. Mas, temos uma situação incomum que não foi devidamente analisada: como ficam os policiais? Poderia se dizer que o juiz concederá, haja vista o evidente risco que estes correm se compartilharem o mesmo espaço com outros presos. O problema é: e se o juiz não conceder o benefício? Dir-se-ia: recorre-se à instância superior. É, mas, na hipótese do juiz não conceder, o dito popular “Inez é morta” pode-se aplicar ao caso na forma literal de: “o policial é morto”, pois, basta um dia de convivência com presos para que o agente da lei seja vítima de vingança. Já vi recursos serem julgados em menos de 24 horas no Judiciário brasileiro quando a parte era “gente do andar de cima”. Sendo policial, definitivamente, isto não vai acontecer. Somente a uma categoria profissional o instituto da prisão especial se aplica sem que isto seja um privilégio de classe: AOS POLICIAIS!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Os Três Grandes do Mar
A Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo quase genocídio completo de várias raças e povos. As decisões políticas tomadas e o desenrolar das operações militares em terra, envergonharam e envergonham a humanidade. Já, de modo oposto, a guerra no mar, pela sua peculiar característica de ausência do confronto direto entre tropas, ficando exclusivamente no embate entre equipamentos, proporcionou episódios épicos, até mesmo românticos, e, em muitos destes momentos, inclusive, com demonstrações de cavalheirismo impensáveis se observamos a guerra terrestre.
No teatro de operações marítimo, quatro navios protagonizaram as mais dramáticas e belas histórias já acontecidas em um conflito bélico. São eles os alemães Bismarck (Couraçado) e Graff Spee (Cruzador Pesado – apelidado de Couraçado de Bolso), o inglês Hood (Cruzador de Batalha) e o japonês Yamato (Couraçado). Nota: Couraçado ou Encouraçado, ambos os termos são corretos.
Há muito quero juntar num mesmo espaço estas fantásticas histórias como um tributo aos tripulantes que morreram. Admiro a coragem destes marinheiros, mortos, a esmagadora maioria deles, acreditando estarem defendendo suas respectivas pátrias, de nações que as ameaçavam. Os regimes que vigoravam nos países que compunham o Eixo transmitiram, com eficiência, à nação e seus soldados, a idéia de que a única forma de sobreviverem, era encetando uma guerra de conquista contra povos que desejavam dar fim à existência do modo de vida deles. Minha homenagem, com igual força, se estende à tripulação do Hood. Agora, com a criação deste blog, isto se tornou possível. Li sobre estas belonaves ainda quando criança. A grandiosidade dos eventos fáticos que as envolveram sempre me fascinou.
Começo pelo navio mais conhecido de todos. Por sua causa uma frase ecoou pelos quatro cantos do mundo e é, até hoje, a mais notória ordem militar já dada:
Afundem o Bismarck!
Mencionei o Hood como protagonista, em parágrafo acima, pelo que ele representou para a Marinha Britânica. Era o orgulho daquela Armada. Pois, foi o seu espetacular afundamento pelo Bismarck que transformou o Encouraçado Alemão no “inimigo público nº 1” da Inglaterra, e, a caçada a este navio de batalha, numa história das mais apaixonantes da 2ª Guerra. O Hood é, na verdade, coadjuvante na épica história do Bismarck.
O Hood

O Couraçado Bismarck, construído durante a Segunda Guerra Mundial tem este nome em homenagem a Otto Von Bismarck.


O moderníssimo navio de combate, foi posto a pique pela esquadra inglesa do Atlântico na manhã do dia 27 de maio de 1941. Ele fora alvo de uma das maiores caçadas navais do século XX, quando a maior parte dos navios de guerra da Grã-Bretanha, senhora da mais poderosa esquadra do mundo, colocou como prioridade máxima afundar o Bismarck. Com ele foi-se a possibilidade da Alemanha nazista interceptar pela superfície os barcos que vinham de todos os lados do mundo para abastecer as ilhas britânicas. Dali em diante, quem tomou a tarefa de infernizar os comboios aliados foram os submarinos.
Localizando o Bismarck
Saindo das nuvens que cobriam o vasto oceano, o Catalina, um avião de observação da RAF (Royal Air Force), logo visualizou o que lhe pareceu um enorme navio de guerra lá embaixo. Quando Dennis Briggs, seu piloto, tratou de manobrar para vê-lo melhor, foi surpreendido por uma ativa barragem de fogo que partira das torres do gigante. Era um navio inimigo. Certamente ele encontrara o Bismarck. Naquele instante, a partir das 10h30m do dia 26 de maio de 1941, todas as embarcações inglesas receberam o comunicado. O encouraçado alemão, de quem haviam perdido o contanto por mais de 31 horas, estava navegando em mar alto há uns 300 quilômetros distante da ilha da Irlanda. A ordem, peremptória, então veio diretamente do Almirantado: Afundem o Bismarck! Afundem o Bismarck! Estava para se encerrar uma das maiores perseguições navais de todos os tempos.
Orgulho da marinha alemã
O Bismarck fazia parte de um conjunto de modernos navios mandados construir por Hitler a partir de 1935 para recuperar o prestígio da Kriegsmarine, a marinha de guerra alemã. Além dele, saíram dos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, os Cruzadores Pesados Scharnhorst, Gneisenaue e o Prinz Eugen e o irmão gêmeo do Bismarck, o Tirpitz (no futuro falarei sobre ele, também conhecido como o “Rei do Norte”), caracterizados pela extrema concentração de tonelagem articulada com uma excelente artilharia de bordo que os colocaram na vanguarda das embarcações de guerra do seu tempo. Antes de tudo, estas embarcações eram um feito da engenharia naval alemã.
Operação "Rheinübung"
A operação Rheinübung, "Exercício Reno", que decidiu a partida do Bismarck e do Prinz Eugen de dentro do Mar Báltico para o alto mar, era o seguimento de uma outra operação, a "Berlim", ambas determinadas pelo almirante Erich Raeder em abril de 1941, levada a efeito pelos cruzadores Scharnhorst e o Gneisenau. Estes haviam afundado 22 barcos com mais de 115 mil toneladas, mas não puderam seguir em missão devido a problemas mecânicos e o temor de vê-los perdidos num ataque concentrado de aviões da RAF.
Ao tempo em que o Alto Comando da Kriegsmarine recolhia os dois cruzadores para a proteção do porto francês de Brest (a França naquela altura estava ocupada pelos nazistas desde junho de 1940), o almirante Lütjens traçou as diretrizes para que o Bismarck e o Prinz Eugen se lançassem pela águas do Mar do Norte, dando continuidade ao objetivo de localizar e afundar os comboios anglo-americanos. O fim de tudo era deixar o Reino Unido carente de forças materiais para seguir na guerra. A estratégia de Hitler era isolar as ilhas britânicas, assolá-las pelo ar com os bombardeios e impedir que recebessem qualquer auxílio vindo pelo mar, promovendo um lento garrotear das suas energias para obrigar Churchill e o governo inglês à capitulação.
A batalha do estreito da Dinamarca
Escorando-se no complicado litoral da Noruega (dominada pelos nazistas desde a invasão de 1940), depois de ter partido do porto de Gotenhafen, em Danzig, no Báltico, no dia 18 de maio de 1941, a dupla de belonaves achou por bem fazer um dilatado contorno pelas águas geladas da Islândia e da Groenlândia, com a intenção de cair sobre suas presas na metade do caminho do Atlântico Norte. Esta rota, cruzando águas pouco freqüentadas, também era a mais segura, evitando que os dois barcos pudessem ser reconhecidos pelos aviões-patrulha da RAF. Desde que eles rumaram para o oceano, teve início um jogo de esconde-esconde com os britânicos, onde por vezes eles eram localizados, e, em outras, perdiam-nos de vista por dias a fio. O plano do almirante Lütjens era fazer com que os dois navios atingissem seus alvos assim que eles ultrapassassem o estreito da Dinamarca, uns 500 quilômetros que separam a ilha da Islândia da Groenlândia. O almirante britânico Tovey não demorou a perceber a manobra e determinou a formação de duas task force, força tarefa, para esperarem os dois barcos alemães na saída do estreito, ao sul da ilha da Islândia.
A tragédia do Hood
A primeira força tarefa era composta por dois navios, o Couraçado Prince of Wales e o Cruzador de Batalha Hood, que, deslocados para lá, tentaram bloquear a saída do estreito da Dinamarca. Enquanto isso, uma segunda força tarefa, com uns 13 outros barcos (entre eles o King George V e o porta-aviões Victoria), corria em auxilio dos barcos ingleses. Na madrugada do dia 24 de maio de 1941 deu-se o encontro. De um lado um Couraçado e um Cruzador Pesado alemães, do outro um Couraçado e um Cruzador de Batalha ingleses. Um fantástico duelo de artilharia, onde os adversários mal se enxergavam pelos binóculos, afastados de 20 a 25 quilômetros uns dos outros, teve início. Na quinta salva de tiros disparada pelo Bismarck, de uma distância de 15 quilômetros, deu-se o infausto para os ingleses. Atingido em cheio, o Hood, um dos mais estimados navios da Home Fleet, a Marinha Britânica, explodiu de vez, afundando às 6 horas da manhã. Em apenas 3 minutos, 49 mil toneladas de aço foram para o ar e para o fundo do mar, visto ter explodido o seu paiol de munições. Mais de 1.400 marujos pereceram com ele, só três sobreviveram. O Prince of Wales, atingido em seguida, sem perder, porém, a possibilidade de navegar, bateu em retirada protegido por uma cortina de fumaça.
Tentando escapar
O Bismarck, porém, não saiu ileso do confronto. O duelo também deixou-lhe cicatrizes difíceis de serem reparadas em meio ao oceano. O almirante Lütjens concluiu que o barco não reunia mais as condições de cumprir com sua missão original. Decidiu então aprumá-lo em direção ao porto francês de Saint Nazaire, no litoral atlântico da França, para fazer os reparos necessários. Ocorre que ele teria que percorrer, com escassa proteção, 965 quilômetros em mar aberto para conseguir o intento. Justamente ao acertar o rumo de volta ao continente, é que o Bismarck, quase dois dias depois de ter posto a pique o Hood e de ter espantado o Prince of Wales da sua rota, foi novamente localizado. Ter sido avistado pelo solitário vôo do Catalina foi a sua perdição.
O Fim
Localizado, os ingleses decidiram-se por liquidá-lo primeiro por meio de torpedos, entre outras razões para poupar seus barcos de guerra de serem destruídos pelas salvas certeiras do Bismarck. A missão recaiu para o Ark Royal, o navio capitania da Força H (mais os encouraçados Renown e Sheffield) o mais poderoso porta-aviões da esquadra atlântica da Grã-Bretanha. Na direção do alvo, alçaram vôo várias esquadrilhas de Swordfish que conseguiram acertá-lo. Dois ou três torpedos obrigaram o grande barco a reduzir sua velocidade e a ficar girando no mesmo lugar devido a uma avaria no leme. No dia seguinte, o Bismarck parecia um touro de aço ferido de morte. O almirante Lütjens enviara às 21h40m a mensagem derradeira para os seus superiores: "navio sem condições de manobrar. Nós vamos lutar até o último cartucho. Vida longa ao Führer."
O Bismarck no fundo do mar
Era a hora dos toureiros se aproximarem dele para darem a estocada final. As 9 horas da manhã do dia 27 de maio de 1941, os encouraçados ingleses o King George V e o Rodeny assestaram suas alças de mira e abriram fogo contra o colosso que, navegando em marcha lenta, pouco mais podia fazer. Quando ele já estava bastante avariado, agonizando, os navios de guerra britânicos Dorsetshire e Nortfolk, aproximaram-se para golpeá-lo com seus torpedos. O capitão Ernst Lindemann, sem mais nada poder fazer, ordenou à tripulação que abrisse as comportas para afundar o navio, ao mesmo tempo em que a sua voz ressoou pelos alto-falantes de bordo ordenando que todos o abandonassem. Em poucos minutos, a água invadiu todos os compartimentos. Eram 10h39m da manhã do dia 27 de maio quando o Bismarck, fumegando e resfolegando, ainda taurino, afundou no Atlântico. O Oceano vinha reclamar a sua parte do botim. Dos 2.221 tripulante só sobreviveram 115.
Fonte: Mundo – História por Voltaire Schilling - O melhor site sobre o afundamento do Bismarck é o http://www.bismarck-class.dk, no qual retiramos a maior parte das informações.
Aqui termino a história do Bismarck. Adiante ilustro este tópico com vídeos do gigante alemão dos mares e do inglês Hood.
Ainda dentro deste tópico, em futuras edições, abordarei a história de dois outros ícones dos mares ao tempo da 2ª Grande Guerra: o colossal japonês Yamato, o maior Couraçado já construído e o Cruzador Pesado alemão Admiral Von Graf Spee, este último, protagonista da mais impressionante epopéia do teatro de operações marítimo, quiçá de toda a guerra
O Hood
No teatro de operações marítimo, quatro navios protagonizaram as mais dramáticas e belas histórias já acontecidas em um conflito bélico. São eles os alemães Bismarck (Couraçado) e Graff Spee (Cruzador Pesado – apelidado de Couraçado de Bolso), o inglês Hood (Cruzador de Batalha) e o japonês Yamato (Couraçado). Nota: Couraçado ou Encouraçado, ambos os termos são corretos.
Há muito quero juntar num mesmo espaço estas fantásticas histórias como um tributo aos tripulantes que morreram. Admiro a coragem destes marinheiros, mortos, a esmagadora maioria deles, acreditando estarem defendendo suas respectivas pátrias, de nações que as ameaçavam. Os regimes que vigoravam nos países que compunham o Eixo transmitiram, com eficiência, à nação e seus soldados, a idéia de que a única forma de sobreviverem, era encetando uma guerra de conquista contra povos que desejavam dar fim à existência do modo de vida deles. Minha homenagem, com igual força, se estende à tripulação do Hood. Agora, com a criação deste blog, isto se tornou possível. Li sobre estas belonaves ainda quando criança. A grandiosidade dos eventos fáticos que as envolveram sempre me fascinou.
Começo pelo navio mais conhecido de todos. Por sua causa uma frase ecoou pelos quatro cantos do mundo e é, até hoje, a mais notória ordem militar já dada:
Afundem o Bismarck!
Mencionei o Hood como protagonista, em parágrafo acima, pelo que ele representou para a Marinha Britânica. Era o orgulho daquela Armada. Pois, foi o seu espetacular afundamento pelo Bismarck que transformou o Encouraçado Alemão no “inimigo público nº 1” da Inglaterra, e, a caçada a este navio de batalha, numa história das mais apaixonantes da 2ª Guerra. O Hood é, na verdade, coadjuvante na épica história do Bismarck.
O Hood

O Couraçado Bismarck, construído durante a Segunda Guerra Mundial tem este nome em homenagem a Otto Von Bismarck.


O moderníssimo navio de combate, foi posto a pique pela esquadra inglesa do Atlântico na manhã do dia 27 de maio de 1941. Ele fora alvo de uma das maiores caçadas navais do século XX, quando a maior parte dos navios de guerra da Grã-Bretanha, senhora da mais poderosa esquadra do mundo, colocou como prioridade máxima afundar o Bismarck. Com ele foi-se a possibilidade da Alemanha nazista interceptar pela superfície os barcos que vinham de todos os lados do mundo para abastecer as ilhas britânicas. Dali em diante, quem tomou a tarefa de infernizar os comboios aliados foram os submarinos.
Localizando o Bismarck
Saindo das nuvens que cobriam o vasto oceano, o Catalina, um avião de observação da RAF (Royal Air Force), logo visualizou o que lhe pareceu um enorme navio de guerra lá embaixo. Quando Dennis Briggs, seu piloto, tratou de manobrar para vê-lo melhor, foi surpreendido por uma ativa barragem de fogo que partira das torres do gigante. Era um navio inimigo. Certamente ele encontrara o Bismarck. Naquele instante, a partir das 10h30m do dia 26 de maio de 1941, todas as embarcações inglesas receberam o comunicado. O encouraçado alemão, de quem haviam perdido o contanto por mais de 31 horas, estava navegando em mar alto há uns 300 quilômetros distante da ilha da Irlanda. A ordem, peremptória, então veio diretamente do Almirantado: Afundem o Bismarck! Afundem o Bismarck! Estava para se encerrar uma das maiores perseguições navais de todos os tempos.
Orgulho da marinha alemã
O Bismarck fazia parte de um conjunto de modernos navios mandados construir por Hitler a partir de 1935 para recuperar o prestígio da Kriegsmarine, a marinha de guerra alemã. Além dele, saíram dos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, os Cruzadores Pesados Scharnhorst, Gneisenaue e o Prinz Eugen e o irmão gêmeo do Bismarck, o Tirpitz (no futuro falarei sobre ele, também conhecido como o “Rei do Norte”), caracterizados pela extrema concentração de tonelagem articulada com uma excelente artilharia de bordo que os colocaram na vanguarda das embarcações de guerra do seu tempo. Antes de tudo, estas embarcações eram um feito da engenharia naval alemã.
Operação "Rheinübung"
A operação Rheinübung, "Exercício Reno", que decidiu a partida do Bismarck e do Prinz Eugen de dentro do Mar Báltico para o alto mar, era o seguimento de uma outra operação, a "Berlim", ambas determinadas pelo almirante Erich Raeder em abril de 1941, levada a efeito pelos cruzadores Scharnhorst e o Gneisenau. Estes haviam afundado 22 barcos com mais de 115 mil toneladas, mas não puderam seguir em missão devido a problemas mecânicos e o temor de vê-los perdidos num ataque concentrado de aviões da RAF.
Ao tempo em que o Alto Comando da Kriegsmarine recolhia os dois cruzadores para a proteção do porto francês de Brest (a França naquela altura estava ocupada pelos nazistas desde junho de 1940), o almirante Lütjens traçou as diretrizes para que o Bismarck e o Prinz Eugen se lançassem pela águas do Mar do Norte, dando continuidade ao objetivo de localizar e afundar os comboios anglo-americanos. O fim de tudo era deixar o Reino Unido carente de forças materiais para seguir na guerra. A estratégia de Hitler era isolar as ilhas britânicas, assolá-las pelo ar com os bombardeios e impedir que recebessem qualquer auxílio vindo pelo mar, promovendo um lento garrotear das suas energias para obrigar Churchill e o governo inglês à capitulação.
A batalha do estreito da Dinamarca
Escorando-se no complicado litoral da Noruega (dominada pelos nazistas desde a invasão de 1940), depois de ter partido do porto de Gotenhafen, em Danzig, no Báltico, no dia 18 de maio de 1941, a dupla de belonaves achou por bem fazer um dilatado contorno pelas águas geladas da Islândia e da Groenlândia, com a intenção de cair sobre suas presas na metade do caminho do Atlântico Norte. Esta rota, cruzando águas pouco freqüentadas, também era a mais segura, evitando que os dois barcos pudessem ser reconhecidos pelos aviões-patrulha da RAF. Desde que eles rumaram para o oceano, teve início um jogo de esconde-esconde com os britânicos, onde por vezes eles eram localizados, e, em outras, perdiam-nos de vista por dias a fio. O plano do almirante Lütjens era fazer com que os dois navios atingissem seus alvos assim que eles ultrapassassem o estreito da Dinamarca, uns 500 quilômetros que separam a ilha da Islândia da Groenlândia. O almirante britânico Tovey não demorou a perceber a manobra e determinou a formação de duas task force, força tarefa, para esperarem os dois barcos alemães na saída do estreito, ao sul da ilha da Islândia.
A tragédia do Hood
A primeira força tarefa era composta por dois navios, o Couraçado Prince of Wales e o Cruzador de Batalha Hood, que, deslocados para lá, tentaram bloquear a saída do estreito da Dinamarca. Enquanto isso, uma segunda força tarefa, com uns 13 outros barcos (entre eles o King George V e o porta-aviões Victoria), corria em auxilio dos barcos ingleses. Na madrugada do dia 24 de maio de 1941 deu-se o encontro. De um lado um Couraçado e um Cruzador Pesado alemães, do outro um Couraçado e um Cruzador de Batalha ingleses. Um fantástico duelo de artilharia, onde os adversários mal se enxergavam pelos binóculos, afastados de 20 a 25 quilômetros uns dos outros, teve início. Na quinta salva de tiros disparada pelo Bismarck, de uma distância de 15 quilômetros, deu-se o infausto para os ingleses. Atingido em cheio, o Hood, um dos mais estimados navios da Home Fleet, a Marinha Britânica, explodiu de vez, afundando às 6 horas da manhã. Em apenas 3 minutos, 49 mil toneladas de aço foram para o ar e para o fundo do mar, visto ter explodido o seu paiol de munições. Mais de 1.400 marujos pereceram com ele, só três sobreviveram. O Prince of Wales, atingido em seguida, sem perder, porém, a possibilidade de navegar, bateu em retirada protegido por uma cortina de fumaça.
Tentando escapar
O Bismarck, porém, não saiu ileso do confronto. O duelo também deixou-lhe cicatrizes difíceis de serem reparadas em meio ao oceano. O almirante Lütjens concluiu que o barco não reunia mais as condições de cumprir com sua missão original. Decidiu então aprumá-lo em direção ao porto francês de Saint Nazaire, no litoral atlântico da França, para fazer os reparos necessários. Ocorre que ele teria que percorrer, com escassa proteção, 965 quilômetros em mar aberto para conseguir o intento. Justamente ao acertar o rumo de volta ao continente, é que o Bismarck, quase dois dias depois de ter posto a pique o Hood e de ter espantado o Prince of Wales da sua rota, foi novamente localizado. Ter sido avistado pelo solitário vôo do Catalina foi a sua perdição.
O Fim
Localizado, os ingleses decidiram-se por liquidá-lo primeiro por meio de torpedos, entre outras razões para poupar seus barcos de guerra de serem destruídos pelas salvas certeiras do Bismarck. A missão recaiu para o Ark Royal, o navio capitania da Força H (mais os encouraçados Renown e Sheffield) o mais poderoso porta-aviões da esquadra atlântica da Grã-Bretanha. Na direção do alvo, alçaram vôo várias esquadrilhas de Swordfish que conseguiram acertá-lo. Dois ou três torpedos obrigaram o grande barco a reduzir sua velocidade e a ficar girando no mesmo lugar devido a uma avaria no leme. No dia seguinte, o Bismarck parecia um touro de aço ferido de morte. O almirante Lütjens enviara às 21h40m a mensagem derradeira para os seus superiores: "navio sem condições de manobrar. Nós vamos lutar até o último cartucho. Vida longa ao Führer."
O Bismarck no fundo do mar
Era a hora dos toureiros se aproximarem dele para darem a estocada final. As 9 horas da manhã do dia 27 de maio de 1941, os encouraçados ingleses o King George V e o Rodeny assestaram suas alças de mira e abriram fogo contra o colosso que, navegando em marcha lenta, pouco mais podia fazer. Quando ele já estava bastante avariado, agonizando, os navios de guerra britânicos Dorsetshire e Nortfolk, aproximaram-se para golpeá-lo com seus torpedos. O capitão Ernst Lindemann, sem mais nada poder fazer, ordenou à tripulação que abrisse as comportas para afundar o navio, ao mesmo tempo em que a sua voz ressoou pelos alto-falantes de bordo ordenando que todos o abandonassem. Em poucos minutos, a água invadiu todos os compartimentos. Eram 10h39m da manhã do dia 27 de maio quando o Bismarck, fumegando e resfolegando, ainda taurino, afundou no Atlântico. O Oceano vinha reclamar a sua parte do botim. Dos 2.221 tripulante só sobreviveram 115.
Fonte: Mundo – História por Voltaire Schilling - O melhor site sobre o afundamento do Bismarck é o http://www.bismarck-class.dk, no qual retiramos a maior parte das informações.
Aqui termino a história do Bismarck. Adiante ilustro este tópico com vídeos do gigante alemão dos mares e do inglês Hood.
Ainda dentro deste tópico, em futuras edições, abordarei a história de dois outros ícones dos mares ao tempo da 2ª Grande Guerra: o colossal japonês Yamato, o maior Couraçado já construído e o Cruzador Pesado alemão Admiral Von Graf Spee, este último, protagonista da mais impressionante epopéia do teatro de operações marítimo, quiçá de toda a guerra
O Hood
domingo, 23 de dezembro de 2007
O Inigualável B52 Stratofortress
Abaixo postei vídeos dos maiores aviões de todos os tempos. Entre eles poderia estar o Boeing B52 Stratofortress. Não o listei porque há outros, também de porte avantajado, que poderiam figurar na relação. Contudo, o B52 merece um destaque especial: é a plataforma de armas que mais causou destruição em toda a história da humanidade. Poderíamos afirmar ter sido o Boeing B29...

Boeing B29 Super Fortaleza Voadora
...o detentor deste recorde macabro, em razão dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki e o número de mortos havidos. Todavia, estes eventos foram únicos e acontecidos em situação completamente singular. O B29 talvez seja a plataforma que mais mortes causou em toda a história, tanto se considerarmos um único evento, quanto se levarmos em conta toda a existência operacional dos mais diversos equipamentos militares já criados, salvo os artefatos explosivos considerados em si próprios.
Na seqüência vídeos do B52:

Boeing B29 Super Fortaleza Voadora
...o detentor deste recorde macabro, em razão dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki e o número de mortos havidos. Todavia, estes eventos foram únicos e acontecidos em situação completamente singular. O B29 talvez seja a plataforma que mais mortes causou em toda a história, tanto se considerarmos um único evento, quanto se levarmos em conta toda a existência operacional dos mais diversos equipamentos militares já criados, salvo os artefatos explosivos considerados em si próprios.
Na seqüência vídeos do B52:
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Os maiores aviões de todos os tempos
Antonov An-225 Mriya
Antonov An-225 Mriya
Lockheed C5 Galaxie
Lockheed C5 Galaxie
Air Bus A380
Boeing 747
Hughes H4 Hercules
Hughes H4 Hercules
Dornier DO-X
domingo, 16 de dezembro de 2007
U-995 e o Memorial dos Marinheiros Alemães
Por dentro do U-995
“A Marinha é a flor e a nata das forças armadas. A Força de Submarinos é a flor e a nata da Marinha”. Com estas palavras o Almirante Karl Döenitz recebeu um jovem cadete na Escola Naval alemã em Kiel, em 1934. O cadete Otto Kretschmer (1912-1998) tornar-se-ia o mais bem sucedido comandante de submarinos da II Guerra com um recorde impressionante: 46 navios afundados num total de 273.043 toneladas.
A força de submarinos alemã granjeou fama na I Guerra mundial, quando os submarinos alemães quase cortaram as linhas de comunicações dos aliados, feito que quase foi atingido também na II Guerra.
Com o fim da I Guerra, os aliados impuseram aos alemães uma série de restrições no que dizia respeito ao militarismo. Mas essas proibições, claro, foram burladas pelos alemães antes mesmo da ascensão de Hitler ao poder, através do auxílio a outros países em seus próprios projetos.
No inícío da II Guerra, a Força de Submarinos Alemã executou um projeto pessoal do Almirante Dönitz: Um ataque a ultra protegida base inglesa de Scapa Flow sede esquadra inglesa. O local, além de ser de difícil navegação, tinha uma série de obstáculos artificiais, mas isso não impediu o Tenente-Comandante Ghunter Prien de penetrar na base e afundar o couraçado Royal Oak, em outubro de 1939, com a perda de 833 homens.
Os submarinos alemães foram responsáveis por 70% das perdas navais aliadas, e grande parte deste sucesso deve-se aos avanços tecnológicos alcançados pelos engenheiros alemães, (além da capacidade das tripulações) o que fez com que ao final da guerra, os vencedores do conflito, procurassem capturar engenheiros e equipamentos, sem contar os submarinos em si que, sob ordens entregaram-se em algum porto aliado. Entre estes, alguns submarinos Tipo XXI , um dos últimos modelos desenvolvido pela engenharia alemã, e que alcançava 18 nós submerso, o que para a época foi uma façanha notável.
O U-995 é umTipo VII C/41, variante do Tipo VIIC que foi o modelo padrão dos alemães na guerra. O Tipo VIIC/41, também é chamado de “versão atlântica” pois tinha um alcance maior em comparação com seus antecessores.
Foi comissionado em 16 de setembro de 1943. Durante sua vida operacional, o U-995 fez 9 patrulhas, no período de 1 de junho de 1944 até 8 de maio de 1945, data da capitulação alemã. Teve apenas dois comandantes: Kptlt. Walter Köhntopp e Hans-Georg Hess , este ultimo, agraciado com a Ritterkreuz(Cruz de Cavaleiro) e que ainda vive perto de Hamburgo.
Em 1948 o submarino foi entregue pelos ingleses, que o haviam capturado à marinha norueguesa que o rebatizou de Kaura,, servindo até 1965, quando a marinha norueguesa o retirou do serviço ativo. Os noruegueses o ofereceram então ao governo alemão pela quantia de 1 DM(Marco Alemão) que recusou!
Felizmente a Liga da Marinha Alemã pagou o preço e providenciou o translado do submarino para Laboe, cidade a poucos kilômetros de Kiel e em outubro de 1971 o submarino foi colocado em frente ao Memorial dos Marinheiros Alemães, onde foi aberto à visitação pública.
O museu fica aberto diariamente da 09:00 ás 18:00 hs no verão e de 10:00 ás 17:00 hs no inverno.
O Memorial dos Marinheiros Alemães
Em frente ao U-995, está localizado o Memorial dos Marinheiros Alemães. A idéia da construção do memorial foi do suboficial Willhelm Lammertz, ex- presidente da Liga da Marinha Alemã. A idéia era reverenciar a memória dos que perderam a vida no mar.
O projeto foi iniciado em 1925 e em 1927 foi lançada a pedra fundamental. A construção terminou em 1936.
A arquitetura é impressionante. Uma torre de 85 metros, assistida por dois elevadores internos permite uma visão maravilhosa da baía de Kiel. A torre tem o formato de uma vela. Logo na entrada, um dos hélices do Prinz Eugen, navio que os americanos usaram no teste nuclear em Bikini.
Na base da torre, está localizado o Hall de Honra. O nome dos marinheiros alemães mortos em ação estão registrados num livro que pode ser visto pelos visitantes.
No subterrâneo do monumento, logo abaixo da torre, há o Hall da Celebração com uma homenagem aos marinheiros mortos na I Guerra Mundial.
Nos fundos do Memorial, há um grande salão com maquetes de navios da Marinha Alemã, em escala grande e muito bem feitas.
E há também uma loja, onde vários objetos podem ser adquiridos. De pôsters à bonés.
Fonte: Site Base Militar - Texto: Léo Melo
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02 U-995 vista lateral

01 U-995 visto de cima

06 U-995 vista da popa

05 U-995 detalhe da vela com o armamento antiaéreo e canhão

04 U-995 insígnea do submarino

03 U-995 visão frontal da proa

11 U-995 detalhe do eixo

28 U-995 cozinha

27 U-995 sala de torpedos de popa

26 U-995 acumuladores das baterias

25 U-995 sala de comando

24 U-995 motor diesel - observar telegrafo de máquiana

23 U-995 Motor Diesel

22 U-995 motores diesel

21 U-995 sala de comando lado oposto

20 U-995 sala de rádio

19 U-995 sala de comando

18 U-995 mesa de navegação

17 U-995 sala de rádio

16 U-995 tubos de proa

15 U-995 o hélice do torpedo

14 U-995 sala de torpedos de proa - lado oposto

13 U-995 sala de torpedos de proa

12 U-995 sala de comando e periscópio

10 U-995 hélice, eixo e leme

09 U-995 diagrama do submarino

08 U-995 leme de profundidade

07 U-995 vista lateral da proa

Vista da cidade de Laboe

Mural com silhueta dos diversos navios alemães afundados nas duas guerras mundiais.

Maquete do Encouraçado Kaizer Guilherme

Maquete do Cruzador Prinz Eugen

Maquete de dois Caça Minas da 1º Guerra

Hélice do Prinz Eugen

Navio da 1ª guerra

Maquete do Wilhelm Gustlof. Afundado por um submarino soviético em 30 de janeiro de 1945. Mais de 10.000 pessoas morreram no Mar Báltico
“A Marinha é a flor e a nata das forças armadas. A Força de Submarinos é a flor e a nata da Marinha”. Com estas palavras o Almirante Karl Döenitz recebeu um jovem cadete na Escola Naval alemã em Kiel, em 1934. O cadete Otto Kretschmer (1912-1998) tornar-se-ia o mais bem sucedido comandante de submarinos da II Guerra com um recorde impressionante: 46 navios afundados num total de 273.043 toneladas.
A força de submarinos alemã granjeou fama na I Guerra mundial, quando os submarinos alemães quase cortaram as linhas de comunicações dos aliados, feito que quase foi atingido também na II Guerra.
Com o fim da I Guerra, os aliados impuseram aos alemães uma série de restrições no que dizia respeito ao militarismo. Mas essas proibições, claro, foram burladas pelos alemães antes mesmo da ascensão de Hitler ao poder, através do auxílio a outros países em seus próprios projetos.
No inícío da II Guerra, a Força de Submarinos Alemã executou um projeto pessoal do Almirante Dönitz: Um ataque a ultra protegida base inglesa de Scapa Flow sede esquadra inglesa. O local, além de ser de difícil navegação, tinha uma série de obstáculos artificiais, mas isso não impediu o Tenente-Comandante Ghunter Prien de penetrar na base e afundar o couraçado Royal Oak, em outubro de 1939, com a perda de 833 homens.
Os submarinos alemães foram responsáveis por 70% das perdas navais aliadas, e grande parte deste sucesso deve-se aos avanços tecnológicos alcançados pelos engenheiros alemães, (além da capacidade das tripulações) o que fez com que ao final da guerra, os vencedores do conflito, procurassem capturar engenheiros e equipamentos, sem contar os submarinos em si que, sob ordens entregaram-se em algum porto aliado. Entre estes, alguns submarinos Tipo XXI , um dos últimos modelos desenvolvido pela engenharia alemã, e que alcançava 18 nós submerso, o que para a época foi uma façanha notável.
O U-995 é umTipo VII C/41, variante do Tipo VIIC que foi o modelo padrão dos alemães na guerra. O Tipo VIIC/41, também é chamado de “versão atlântica” pois tinha um alcance maior em comparação com seus antecessores.
Foi comissionado em 16 de setembro de 1943. Durante sua vida operacional, o U-995 fez 9 patrulhas, no período de 1 de junho de 1944 até 8 de maio de 1945, data da capitulação alemã. Teve apenas dois comandantes: Kptlt. Walter Köhntopp e Hans-Georg Hess , este ultimo, agraciado com a Ritterkreuz(Cruz de Cavaleiro) e que ainda vive perto de Hamburgo.
Em 1948 o submarino foi entregue pelos ingleses, que o haviam capturado à marinha norueguesa que o rebatizou de Kaura,, servindo até 1965, quando a marinha norueguesa o retirou do serviço ativo. Os noruegueses o ofereceram então ao governo alemão pela quantia de 1 DM(Marco Alemão) que recusou!
Felizmente a Liga da Marinha Alemã pagou o preço e providenciou o translado do submarino para Laboe, cidade a poucos kilômetros de Kiel e em outubro de 1971 o submarino foi colocado em frente ao Memorial dos Marinheiros Alemães, onde foi aberto à visitação pública.
O museu fica aberto diariamente da 09:00 ás 18:00 hs no verão e de 10:00 ás 17:00 hs no inverno.
O Memorial dos Marinheiros Alemães
Em frente ao U-995, está localizado o Memorial dos Marinheiros Alemães. A idéia da construção do memorial foi do suboficial Willhelm Lammertz, ex- presidente da Liga da Marinha Alemã. A idéia era reverenciar a memória dos que perderam a vida no mar.
O projeto foi iniciado em 1925 e em 1927 foi lançada a pedra fundamental. A construção terminou em 1936.
A arquitetura é impressionante. Uma torre de 85 metros, assistida por dois elevadores internos permite uma visão maravilhosa da baía de Kiel. A torre tem o formato de uma vela. Logo na entrada, um dos hélices do Prinz Eugen, navio que os americanos usaram no teste nuclear em Bikini.
Na base da torre, está localizado o Hall de Honra. O nome dos marinheiros alemães mortos em ação estão registrados num livro que pode ser visto pelos visitantes.
No subterrâneo do monumento, logo abaixo da torre, há o Hall da Celebração com uma homenagem aos marinheiros mortos na I Guerra Mundial.
Nos fundos do Memorial, há um grande salão com maquetes de navios da Marinha Alemã, em escala grande e muito bem feitas.
E há também uma loja, onde vários objetos podem ser adquiridos. De pôsters à bonés.
Fonte: Site Base Militar - Texto: Léo Melo
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02 U-995 vista lateral

01 U-995 visto de cima

06 U-995 vista da popa

05 U-995 detalhe da vela com o armamento antiaéreo e canhão

04 U-995 insígnea do submarino

03 U-995 visão frontal da proa

11 U-995 detalhe do eixo

28 U-995 cozinha

27 U-995 sala de torpedos de popa

26 U-995 acumuladores das baterias

25 U-995 sala de comando

24 U-995 motor diesel - observar telegrafo de máquiana

23 U-995 Motor Diesel

22 U-995 motores diesel

21 U-995 sala de comando lado oposto

20 U-995 sala de rádio

19 U-995 sala de comando

18 U-995 mesa de navegação

17 U-995 sala de rádio

16 U-995 tubos de proa

15 U-995 o hélice do torpedo

14 U-995 sala de torpedos de proa - lado oposto

13 U-995 sala de torpedos de proa

12 U-995 sala de comando e periscópio

10 U-995 hélice, eixo e leme

09 U-995 diagrama do submarino

08 U-995 leme de profundidade

07 U-995 vista lateral da proa

Vista da cidade de Laboe

Mural com silhueta dos diversos navios alemães afundados nas duas guerras mundiais.

Maquete do Encouraçado Kaizer Guilherme

Maquete do Cruzador Prinz Eugen

Maquete de dois Caça Minas da 1º Guerra

Hélice do Prinz Eugen

Navio da 1ª guerra

Maquete do Wilhelm Gustlof. Afundado por um submarino soviético em 30 de janeiro de 1945. Mais de 10.000 pessoas morreram no Mar Báltico
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
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