Tupolev TU-144 " O Konkordsk "
No início dos anos 60 a Tupolev começou a desenvolver um avião supersônico que foi primeiramente apresentado ao público no Salão Aeroespacial de Le Bourget em 1965. Testes aerodinâmicos foram feitos com um MiG-21 modificado, chamado de A-144 e o novo avião viria a ser conhecido com Tu-144, nome OTAN Charger.
O primeiro protótipo (CCCP-68001) voaria então em dezembro de 1968. Porém o primeiro exemplar de pré-série (CCCP-77101 )acabou saindo com uma configuração um pouco diferente do protótipo. Durante o programa de testes, o avião atingiu Mach 1 em junho de 1969 (3 meses antes do concorrente francês), e superou, como primeiro avião comercial do mundo, a marca de Mach 2, em maio de 1970.
A primeiras unidade de série voariam em abril de 1973 e apenas dois meses o segundo avião (CCCP-77102)sofreria um grave acidente em Le Burget, causando a perda completa da aeronave. Os testes em rota começaram a ser feitos pela Aeroflot em dezembro de 1975, na rota Moscou-Alma Ata (Uzbequistão) e em novembro de 1977 começaram os vôos regulares entre as duas cidades, serviço que só foi interrompido em junho de 1978 após mais um incidente com o avião. Sua capacidade máxima autorizada era de 167(!) passageiros e, ao contrario do seu correspondente, permitia 6 assentos por fileira, com um corredor central. Externamente o Charger é muito parecido com o Concorde, usando 4 turbofans Kuznetsov Nk-144 (20000kg de empuxo cada).
O avião era filho da Guerra Fria e, segundo alguns, da espionagem soviética.
Pela rapidez com que o projeto foi tocado, suspeita-se que o Kremlin usou de espionagem industrial. De todo modo, a máquina de propaganda soviética logo exacerbou as virtudes do avião: voava um pouco mais rápido que o Concorde (Mach 2,35 contra Mach 2,05) e era maior
Em 1973, chegou a hora da estréia aos olhos do mundo. O Konkordski foi apresentado no Show Aéreo de Paris, uma das mais tradicionais feiras do mundo. E, para espanto de todos, espatifou-se matando 13 pessoas.
Curiosidade: o nome "konkordisk" era um apelido " carinhoso " do Tupolev ,ja que diziam os criticos que ele era apenas uma versao Russa do Concorde ,
Curiosidade 2 : ambos avioes, tanto o Concorde da aerospatiale ,qto o Tu-144 da Tupolev ,tiveram seu fim traçado em Paris, os dois sofreram acidentes fatais la .. é o destino , ambos hoje dividem o mesmo museu
Curiosidade 3 : na lingua francesa ,eh errado dizer " eu vou viajar no aviao concorde " ou " eu vi um aviao concorde da Air France " , o correto é " eu fui de concorde " ou " eu vi um concorde " ,de acordo com o seu criador " Concorde é concorde , aviao é aviao "
Fonte:http://www.jessekupfer.fotoflog.com.br/foto6384668.html
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Tupolev - Tu-144
sábado, 8 de dezembro de 2007
O Russo X O Americano
Sukhoi SU-37 Terminnator X Lockheed F-22 Raptor
Postei abaixo dois vídeos destes impressionantes caças. Vale a pena assistir para comparar. Fantástico!!!
Observem no final do vídeo do Sukhoi que ele porta uma bandeira brasileira logo abaixo da carlinga.
Lockheed F-22 Raptor
Sukhoi Su-37 The Terminator
Postei abaixo dois vídeos destes impressionantes caças. Vale a pena assistir para comparar. Fantástico!!!
Observem no final do vídeo do Sukhoi que ele porta uma bandeira brasileira logo abaixo da carlinga.
Lockheed F-22 Raptor
Sukhoi Su-37 The Terminator
Violação da Soberania Brasileira
A matéria que transcrevo abaixo é preocupante. Revela a violação da soberania brasileira ocorrida numa região muito sensível aos interesses nacionais. Obviamente esta não é a única ocasião em que isto ocorreu, e, certamente não será a última. Contudo, é muito mais preocupante o tratamento leniente, para dizer o mínimo, com que o governo brasileiro trata os desaforos perpetrados por Hugo Chavez e Evo Morales. Segue:
"TOA - Teatro de Operações da Amazônia
Defesanet 06 Setembro 2007 Agência Amazonia 05 Maio 2007
Venezuela faz sobrevôo ilegal na Amazônia Aviões militares do país vizinho pousaram em aldeia indígena ianomamis, em Roraima.
MEMÉLIA MOREIRA
FLÓRIDA, EUA - Helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro e chegaram inclusive a pousar numa aldeia indígena, em Roraima, no dia 8 de agosto passado. A denúncia foi feita por lideranças do povo Ianomami, em carta endereçada às autoridades brasileiras. Os líderes manifestam sua preocupação porque acreditam que os militares do país vizinho estão apoiando garimpo dentro da area indígena.
A violação do espaço aéreo, seguido do pouso do helicóptero das Forças Armadas da Venezuelaa aconteceu na aldeia de Xitei e foi presenciada por representantes do Ministério Público Federal e da Diocese de Roraima que estavam em visita aos índios.
Embora o chefe do Comando Militar da Amazônia, general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho tenha alertado para o "vazio de poder’ na região, afirmando que a ausência do Estado brasileiro na faixa de fronteira norte facilite a expansão do narcotráfico, os líderes Ianomami informam que os militares brasileiros dos destacamentos da serra das Surucucus e da região do rio Auaris, mesmo avisados da invasão do espaço aéreo não tomaram nenhuma providência e "isso não é bom", afirmam os líderes.
A carta dos índios
Assinada pelo tesoureiro da Associação Hutakara Yanomami, Dário Vitório Kopenawa Ianomami, a carta endereçada às autoridades diz:
'Nós Ianomami, membros da Hutukara Associação Ianomami, fizemos este documento. No dia 08/08/2007 durante nossa reunião na região do Xitei vimos um helicóptero do exército venezuelano (sobrevoando), havia também não-indígenas (vendo isso conosco).
Ao pousarmos na pista do Xitei, na floresta brasileira, lá estava o helicóptero da Venezuela vindo em nossa direção, todos nós o vimos. Havia representantes da Diocese, Ministério Público Federal, o chefe do Distrito Sanitário Especial Ianomami e Ye´kuana, o membro da Hutukara Associação Ianomami. Foi assim que nós vimos o helicóptero da Venezuela.
Nós Ianomami ficamos muito preocupados, por isso fizemos este documento. Na região do Surucucu se encontra o Exército Brasileiro mas ele não falou ainda, o que é não é bom. Em Auaris há também o Exército Brasileiro mas ele não ficou realmente com os olhos atentos a isso. Os venezuelanos tal vez estão procurando por ouro no Brasil, é o que nós Ianomami pensamos.
O pessoal (Ianomami) de Xitei vive na terra do Brasil. Como o Exército Brasileiro realmente pensa sobre este assunto? Quando os habitantes da Venezuela entram no Brasil vocês do Exército Brasileiro não falam nada? Vocês estão presente na terra-floresta yanomami, mas por que não mostram sua valentia? Por esses motivos, nós Ianomami estamos muito preocupados, pelo fato do Exército não falar nada.
Assim foram nossas palavras.
Atenciosamente.
Dário Vitório Kopenawa Ianomami,Tesoureiro da Hutukara Associação Ianomami- HAY'
Esta não é a primeira vez que representantes do Exército venezuelano invadem a área indígena. Em 2003, soldados daquele país chegaram a pernoitar na aldeia Poimopë no alto Mucajaí, quando intimidaram uma funcionária da organização Urihi Saúde Ianomami. Na mesma época, um outro grupo de venezuelanos ocupou uma pista de pouso de um garimpo clandestino no rio Catrimani, dentro do território brasileiro, quando torturous e saqueou o acampamento."
"TOA - Teatro de Operações da Amazônia
Defesanet 06 Setembro 2007 Agência Amazonia 05 Maio 2007
Venezuela faz sobrevôo ilegal na Amazônia Aviões militares do país vizinho pousaram em aldeia indígena ianomamis, em Roraima.
MEMÉLIA MOREIRA
FLÓRIDA, EUA - Helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro e chegaram inclusive a pousar numa aldeia indígena, em Roraima, no dia 8 de agosto passado. A denúncia foi feita por lideranças do povo Ianomami, em carta endereçada às autoridades brasileiras. Os líderes manifestam sua preocupação porque acreditam que os militares do país vizinho estão apoiando garimpo dentro da area indígena.
A violação do espaço aéreo, seguido do pouso do helicóptero das Forças Armadas da Venezuelaa aconteceu na aldeia de Xitei e foi presenciada por representantes do Ministério Público Federal e da Diocese de Roraima que estavam em visita aos índios.
Embora o chefe do Comando Militar da Amazônia, general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho tenha alertado para o "vazio de poder’ na região, afirmando que a ausência do Estado brasileiro na faixa de fronteira norte facilite a expansão do narcotráfico, os líderes Ianomami informam que os militares brasileiros dos destacamentos da serra das Surucucus e da região do rio Auaris, mesmo avisados da invasão do espaço aéreo não tomaram nenhuma providência e "isso não é bom", afirmam os líderes.
A carta dos índios
Assinada pelo tesoureiro da Associação Hutakara Yanomami, Dário Vitório Kopenawa Ianomami, a carta endereçada às autoridades diz:
'Nós Ianomami, membros da Hutukara Associação Ianomami, fizemos este documento. No dia 08/08/2007 durante nossa reunião na região do Xitei vimos um helicóptero do exército venezuelano (sobrevoando), havia também não-indígenas (vendo isso conosco).
Ao pousarmos na pista do Xitei, na floresta brasileira, lá estava o helicóptero da Venezuela vindo em nossa direção, todos nós o vimos. Havia representantes da Diocese, Ministério Público Federal, o chefe do Distrito Sanitário Especial Ianomami e Ye´kuana, o membro da Hutukara Associação Ianomami. Foi assim que nós vimos o helicóptero da Venezuela.
Nós Ianomami ficamos muito preocupados, por isso fizemos este documento. Na região do Surucucu se encontra o Exército Brasileiro mas ele não falou ainda, o que é não é bom. Em Auaris há também o Exército Brasileiro mas ele não ficou realmente com os olhos atentos a isso. Os venezuelanos tal vez estão procurando por ouro no Brasil, é o que nós Ianomami pensamos.
O pessoal (Ianomami) de Xitei vive na terra do Brasil. Como o Exército Brasileiro realmente pensa sobre este assunto? Quando os habitantes da Venezuela entram no Brasil vocês do Exército Brasileiro não falam nada? Vocês estão presente na terra-floresta yanomami, mas por que não mostram sua valentia? Por esses motivos, nós Ianomami estamos muito preocupados, pelo fato do Exército não falar nada.
Assim foram nossas palavras.
Atenciosamente.
Dário Vitório Kopenawa Ianomami,Tesoureiro da Hutukara Associação Ianomami- HAY'
Esta não é a primeira vez que representantes do Exército venezuelano invadem a área indígena. Em 2003, soldados daquele país chegaram a pernoitar na aldeia Poimopë no alto Mucajaí, quando intimidaram uma funcionária da organização Urihi Saúde Ianomami. Na mesma época, um outro grupo de venezuelanos ocupou uma pista de pouso de um garimpo clandestino no rio Catrimani, dentro do território brasileiro, quando torturous e saqueou o acampamento."
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
O Espetacular Lockheed Martin F-35

Cogita-se no governo brasileiro a possibilidade de aquisição, dentro do programa FX-2, do Lockheed F-35 Lightning II. Acho pouco provável que a opção seja por este aparelho. Seu custo de aquisição será extremamente elevado, custo de manutenção e reposição de peças idem, além dos EUA não atenderem ao principal requisito exigido (acertadamente) para a compra dos novos caças de superioridade aérea: a transferência de tecnologia.
Independentemente do fato acima tenho que reconhecer o F–35 é um avião espetacular.
O Blog Campo de Batalha Aérea, de Carlos Emilio, traz um tópico excelente sobre mais está obra prima da hoje denominada Lockheed Martin após a fusão havida em 1995.
Visitem o endereço abaixo:
http://aircombatcb.blogspot.com/2006/06/lockheed-martin-f-35-joint-strike.html
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Novo Estilo na PF
Inteligência - Intelligence
Correio Braziliense
Jogada política põe PF sob controle do governo.
Mudança de cargo de Paulo Lacerda resolveu dois problemas de Lula. Aparelha a Abin e estanca o vazamento de informações na Polícia Federal
Maria Clara Prates
Do Estado de Minas
Quase dois meses depois da troca de comando do Departamento de Polícia Federal (DPF) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ficou claro que a mudança fez parte de uma jogada estratégica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento, segundo uma fonte ligada ao Palácio do Planalto, foi conduzido pessoalmente pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A transferência do delegado Paulo Lacerda resolveu dois problemas do governo. O primeiro, a incapacidade da Abin de produzir informação que antecipasse as inúmeras crises vividas pela administração petista. O segundo, o incômodo freqüente que as últimas operações da PF, sob o comando de Lacerda, vinha causando no meio político, em ações que não pouparam ministros, governadores, senadores, desembargadores e nem mesmo um irmão do presidente.
Prestigiado, Lacerda deixou a Polícia Federal com 75,5% de credibilidade junto à população, em primeiro lugar entre instituições como Exército, Justiça, entre outras, segundo pesquisa da Associação dos Magistrados do Brasil, do mês passado. Lacerda assumiu a Abin com poderes para promover sua reestruturação e direito de reivindicar até mesmo autorização para fazer escutas telefônicas. Para comandar a PF, foi escolhido o delegado federal e sindicalista Luiz Fernando Corrêa, da confiança do ministro da Justiça Tarso Genro, que comandava a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Mais jovem, assumiu o cargo com discurso ensaiado: pôr fim à pirotecnia das operações da PF. Em 60 dias, desmontou a estrutura central de poder do departamento, num jogo que já chegou até às superintendências estaduais.
Crise
Uma semana antes da mexida, a ministra Dilma Rousseff chamou Lacerda para uma conversa reservada no Palácio do Planalto. A preocupação da ministra, de acordo com assessores, era saber se a PF investigava, mais uma vez, pessoas próximas ao presidente. Mantendo seu estilo discreto, o chefe da corporação apenas confirmou a informação, sem detalhes. Tenho um inquérito, teria se limitado a responder. No dia da busca e apreensão na casa do irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, durante a operação Xeque-Mate, o presidente foi informado da ação dos federais com poucas horas de antecedência, conforme relato do próprio ministro Tarso Genro, encarregado de dar a notícia ao chefe.
Um mês antes, Lula ouvira queixas dos líderes da base aliada de seu governo, irritados com a divulgação de informações pela PF sobre a Operação Navalha, que apurou fraudes em licitações. A investigação acertou em cheio o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau (PMDB), suspeito de receber propina de uma empresa beneficiada pelo esquema. Pressionado, deixou o cargo, mesmo sem comprovação do seu envolvimento.
Apesar dos choques, a credibilidade conquistada durante quatro anos à frente da PF tornava quase impossível descartar Lacerda do governo. Isso provocaria especulações sobre uma possível interferência do Planalto no combate à corrupção dentro da máquina estatal. Assim, melhor foi aproveitá-lo na produção de informações para consumo interno com a reformulação da Abin.
Rumos claros
Lacerda apenas engatinha na nova função, que assumiu há menos de um mês, mas as mudanças na condução da PF já são evidentes. Sob o comando de Luiz Fernando Corrêa, os presos ilustres não são mais expostos. A operação Persona, desencadeada há duas semanas para conter fraudes e sonegação fiscal estimada em R$ 1,5 bilhão, já aconteceu sob as novas diretrizes e, apesar do escândalo, ganhou tons bem mais suaves. As que se seguiram também. As imagens da ação policial se restringiram a locais de busca e apreensão e homens vestidos de pretos ao lado de viaturas. Elas foram produzidas pela equipe da assessoria de comunicação da própria corporação, e as fotos e informações foram repassadas aos jornalistas em entrevistas coletivas.
Troca de comando
As mudanças na Polícia Federal sob o comando do delegado Luiz Fernando Corrêa vão muito além do estilo mais discreto nas operações. A PF passa por uma verdadeira revolução interna, com a substituição de todos os postos de comando, na estrutura central e nas superintendências. Corrêa deu a tônica de sua administração já no discurso de posse. Anunciou que delegados mais jovens ocupariam postos-chave. Reconheceu que a geração de delegados de Lacerda – que ocupava os cargos de direção – deu uma grande contribuição, mas foi duro: "Esta geração se exauriu". Gerou mal-estar, mas não encontrou resistência.
De fato, os novos chefes da PF são jovens, na faixa dos 40 a 50 anos. Mas a regra não valeu para todos. Alguns postos, os quais trouxeram mais problemas políticos para o governo, como as investigações da Divisão de Crimes Financeiros (Defin), da Diretoria de Combate ao Crime Organizado, tiveram tratamento diferenciado. O ex-coordenador-geral da Defin, Luiz Flávio Zampronha, foi substituído apesar se enquadrar no perfil dos novos comandantes da PF. Ele presidiu o inquérito do mensalão, no qual o governo foi acusado de pagar pelo apoio de parlamentares.
Zampronha foi comunicado de que deveria deixar o cargo 48 horas depois da divulgação pela imprensa do relatório do inquérito que apurou a existência de caixa 2 nas eleições para o governo de Minas, em 1998. Um dos investigados pelo delegado foi novamente um ministro, o das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Para seu lugar, foi indicado o delegado federal Paulo Tarso Teixeira, considerado um policial exemplar e competente. O que causou estranheza foi a pressa. O substituto de Zampronha só pode assumir o cargo em dezembro, já que está fazendo o Curso Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.
O diretor Luiz Fernando Corrêa confirma estar promovendo uma renovação na PF, mas diz respeitar os compromissos assumidos por Paulo Lacerda. Ele garante que não está preocupado em afastar da sua administração os colaboradores do antecessor e que "a substituição é normal" na troca da direção-geral. "Não existe a estrutura do Paulo Lacerda ou minha. Existe uma polícia que deve trabalhar", afirma.
Exceção
Mas nem todos os compromissos assumidos por Lacerda antes de sua saída foram honrados por Corrêa. Há situações inusitadas. O delegado Mário José de Oliveira Santos, nomeado pela administração anterior para a coordenação-geral da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), não conseguiu nem se sentar na cadeira. Ele era superintendente de Mato Grosso e foi convidado por Lacerda para a DRE. Enquanto providenciava a mudança, Corrêa assumiu e lhe comunicou que já tinha um outro nome para seu lugar, o delegado Paulo de Tarso Gomes. Mário José esteve à frente da operação Xeque-Mate, que envolveu Genival Inácio da Silva, irmão de Lula. A operação visava reprimir a ação de empresários que exploravam os caça-níqueis. (MCP)
Correio Braziliense
Jogada política põe PF sob controle do governo.
Mudança de cargo de Paulo Lacerda resolveu dois problemas de Lula. Aparelha a Abin e estanca o vazamento de informações na Polícia Federal
Maria Clara Prates
Do Estado de Minas
Quase dois meses depois da troca de comando do Departamento de Polícia Federal (DPF) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ficou claro que a mudança fez parte de uma jogada estratégica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento, segundo uma fonte ligada ao Palácio do Planalto, foi conduzido pessoalmente pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A transferência do delegado Paulo Lacerda resolveu dois problemas do governo. O primeiro, a incapacidade da Abin de produzir informação que antecipasse as inúmeras crises vividas pela administração petista. O segundo, o incômodo freqüente que as últimas operações da PF, sob o comando de Lacerda, vinha causando no meio político, em ações que não pouparam ministros, governadores, senadores, desembargadores e nem mesmo um irmão do presidente.
Prestigiado, Lacerda deixou a Polícia Federal com 75,5% de credibilidade junto à população, em primeiro lugar entre instituições como Exército, Justiça, entre outras, segundo pesquisa da Associação dos Magistrados do Brasil, do mês passado. Lacerda assumiu a Abin com poderes para promover sua reestruturação e direito de reivindicar até mesmo autorização para fazer escutas telefônicas. Para comandar a PF, foi escolhido o delegado federal e sindicalista Luiz Fernando Corrêa, da confiança do ministro da Justiça Tarso Genro, que comandava a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Mais jovem, assumiu o cargo com discurso ensaiado: pôr fim à pirotecnia das operações da PF. Em 60 dias, desmontou a estrutura central de poder do departamento, num jogo que já chegou até às superintendências estaduais.
Crise
Uma semana antes da mexida, a ministra Dilma Rousseff chamou Lacerda para uma conversa reservada no Palácio do Planalto. A preocupação da ministra, de acordo com assessores, era saber se a PF investigava, mais uma vez, pessoas próximas ao presidente. Mantendo seu estilo discreto, o chefe da corporação apenas confirmou a informação, sem detalhes. Tenho um inquérito, teria se limitado a responder. No dia da busca e apreensão na casa do irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, durante a operação Xeque-Mate, o presidente foi informado da ação dos federais com poucas horas de antecedência, conforme relato do próprio ministro Tarso Genro, encarregado de dar a notícia ao chefe.
Um mês antes, Lula ouvira queixas dos líderes da base aliada de seu governo, irritados com a divulgação de informações pela PF sobre a Operação Navalha, que apurou fraudes em licitações. A investigação acertou em cheio o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau (PMDB), suspeito de receber propina de uma empresa beneficiada pelo esquema. Pressionado, deixou o cargo, mesmo sem comprovação do seu envolvimento.
Apesar dos choques, a credibilidade conquistada durante quatro anos à frente da PF tornava quase impossível descartar Lacerda do governo. Isso provocaria especulações sobre uma possível interferência do Planalto no combate à corrupção dentro da máquina estatal. Assim, melhor foi aproveitá-lo na produção de informações para consumo interno com a reformulação da Abin.
Rumos claros
Lacerda apenas engatinha na nova função, que assumiu há menos de um mês, mas as mudanças na condução da PF já são evidentes. Sob o comando de Luiz Fernando Corrêa, os presos ilustres não são mais expostos. A operação Persona, desencadeada há duas semanas para conter fraudes e sonegação fiscal estimada em R$ 1,5 bilhão, já aconteceu sob as novas diretrizes e, apesar do escândalo, ganhou tons bem mais suaves. As que se seguiram também. As imagens da ação policial se restringiram a locais de busca e apreensão e homens vestidos de pretos ao lado de viaturas. Elas foram produzidas pela equipe da assessoria de comunicação da própria corporação, e as fotos e informações foram repassadas aos jornalistas em entrevistas coletivas.
Troca de comando
As mudanças na Polícia Federal sob o comando do delegado Luiz Fernando Corrêa vão muito além do estilo mais discreto nas operações. A PF passa por uma verdadeira revolução interna, com a substituição de todos os postos de comando, na estrutura central e nas superintendências. Corrêa deu a tônica de sua administração já no discurso de posse. Anunciou que delegados mais jovens ocupariam postos-chave. Reconheceu que a geração de delegados de Lacerda – que ocupava os cargos de direção – deu uma grande contribuição, mas foi duro: "Esta geração se exauriu". Gerou mal-estar, mas não encontrou resistência.
De fato, os novos chefes da PF são jovens, na faixa dos 40 a 50 anos. Mas a regra não valeu para todos. Alguns postos, os quais trouxeram mais problemas políticos para o governo, como as investigações da Divisão de Crimes Financeiros (Defin), da Diretoria de Combate ao Crime Organizado, tiveram tratamento diferenciado. O ex-coordenador-geral da Defin, Luiz Flávio Zampronha, foi substituído apesar se enquadrar no perfil dos novos comandantes da PF. Ele presidiu o inquérito do mensalão, no qual o governo foi acusado de pagar pelo apoio de parlamentares.
Zampronha foi comunicado de que deveria deixar o cargo 48 horas depois da divulgação pela imprensa do relatório do inquérito que apurou a existência de caixa 2 nas eleições para o governo de Minas, em 1998. Um dos investigados pelo delegado foi novamente um ministro, o das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Para seu lugar, foi indicado o delegado federal Paulo Tarso Teixeira, considerado um policial exemplar e competente. O que causou estranheza foi a pressa. O substituto de Zampronha só pode assumir o cargo em dezembro, já que está fazendo o Curso Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.
O diretor Luiz Fernando Corrêa confirma estar promovendo uma renovação na PF, mas diz respeitar os compromissos assumidos por Paulo Lacerda. Ele garante que não está preocupado em afastar da sua administração os colaboradores do antecessor e que "a substituição é normal" na troca da direção-geral. "Não existe a estrutura do Paulo Lacerda ou minha. Existe uma polícia que deve trabalhar", afirma.
Exceção
Mas nem todos os compromissos assumidos por Lacerda antes de sua saída foram honrados por Corrêa. Há situações inusitadas. O delegado Mário José de Oliveira Santos, nomeado pela administração anterior para a coordenação-geral da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), não conseguiu nem se sentar na cadeira. Ele era superintendente de Mato Grosso e foi convidado por Lacerda para a DRE. Enquanto providenciava a mudança, Corrêa assumiu e lhe comunicou que já tinha um outro nome para seu lugar, o delegado Paulo de Tarso Gomes. Mário José esteve à frente da operação Xeque-Mate, que envolveu Genival Inácio da Silva, irmão de Lula. A operação visava reprimir a ação de empresários que exploravam os caça-níqueis. (MCP)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Movimento Quintano
Existe em Portugal uma corrente de opinião denominada Movimento Quintano. Prega ela a criação do 5º Império Português que englobaria os países de língua portuguesa entre eles o Brasil.
Suas proposições são as seguintes:
Movimento Quintano
a) Antiglobalizante, porque defende a reinstauração das defesas alfandegárias como defesa da indústria e agriculturas nacionais contra produções de países onde vigore o desregulamento laboral ou ecológico;
b) Unificador, porque acreditamos que Portugal deve reencontrar as suas raízes históricas formando uma entidade política e económica única com o Brasil, Cabo Verde/São Tomé e Princípe e a Galiza, em primeiro lugar, e com os demais países de expressão oficial portuguesa, de Cabo Verde a Timor, começando em primeiro lugar com o Brasil.
c) Primário, porque defendemos a primazia do sector produtivo sobre o terciário, optando por um fim da tercialização da economia portuguesa que foi a estratégia económica de todos os governos desde a década de oitenta, com as funestas consequências que hoje se observam.
d) Cooperativo, porque acreditamos que este é o modelo de gestão, privado e mercantilista, que mais convém à justa distribuição dos rendimentos do trabalho e que permite a criação de entidades económicas viáveis e competitivas capazes de competir no Mercado. Não defendemos contudo a nacionalização e consideramos que a forma privada de gestão e na forma de uma pequena ou média empresa seja incompatível com a forma de governação aqui proposta.
e) Equitativo, em que todas as entidades económicas paguem uma taxa fixa sobre os seus lucros, de modo a minimizar a fuga aos impostos com o recurso a subterfúgios legais de fuga aos impostos. De igual modo, anomalias fiscais e de reduzida utilidade económica, como o Offshore da Madeira, deviam ser encerrados, e devia haver uma pressão concertada pelo encerramento de todos os paraísos fiscais do mundo, verdadeiros covis de criminosos e de branqueamento de capitais.
f) Municipalista, porque se defende uma Regionalização à escala municipal, onde o Município concentrará a maioria dos poderes e funções hoje entregues ao Estado central, nomeadamente todas as responsabilidades educativas, de Saúde, policiamento, etc. Ao Estado central competiriram apenas as missões militares, de representação nacional e a coordenação geral do todo nacional.
g) Educativo, porque defendemos a redução radical do plano curricular, adaptando cada grau de ensino à vocação do aluno e uma cuidadosa selecção do corpo docente, que premeie o mérito e motive para a eficiência e remunerando de acordo com a qualidade e não de acordo com a antiguidade.
h) Acolhedor, porque defendemos que a entrada de emigrantes é a única forma rápida de colmatarmos o grande decréscimo demográfico português. Mas de uma forma racional e controlada, sendo implacável com as Mafias de carne humana e impondo máximos de entrada estritamente limitados à quebra demográfica ocorrida no ano anterior.
Suas proposições são as seguintes:
Movimento Quintano
a) Antiglobalizante, porque defende a reinstauração das defesas alfandegárias como defesa da indústria e agriculturas nacionais contra produções de países onde vigore o desregulamento laboral ou ecológico;
b) Unificador, porque acreditamos que Portugal deve reencontrar as suas raízes históricas formando uma entidade política e económica única com o Brasil, Cabo Verde/São Tomé e Princípe e a Galiza, em primeiro lugar, e com os demais países de expressão oficial portuguesa, de Cabo Verde a Timor, começando em primeiro lugar com o Brasil.
c) Primário, porque defendemos a primazia do sector produtivo sobre o terciário, optando por um fim da tercialização da economia portuguesa que foi a estratégia económica de todos os governos desde a década de oitenta, com as funestas consequências que hoje se observam.
d) Cooperativo, porque acreditamos que este é o modelo de gestão, privado e mercantilista, que mais convém à justa distribuição dos rendimentos do trabalho e que permite a criação de entidades económicas viáveis e competitivas capazes de competir no Mercado. Não defendemos contudo a nacionalização e consideramos que a forma privada de gestão e na forma de uma pequena ou média empresa seja incompatível com a forma de governação aqui proposta.
e) Equitativo, em que todas as entidades económicas paguem uma taxa fixa sobre os seus lucros, de modo a minimizar a fuga aos impostos com o recurso a subterfúgios legais de fuga aos impostos. De igual modo, anomalias fiscais e de reduzida utilidade económica, como o Offshore da Madeira, deviam ser encerrados, e devia haver uma pressão concertada pelo encerramento de todos os paraísos fiscais do mundo, verdadeiros covis de criminosos e de branqueamento de capitais.
f) Municipalista, porque se defende uma Regionalização à escala municipal, onde o Município concentrará a maioria dos poderes e funções hoje entregues ao Estado central, nomeadamente todas as responsabilidades educativas, de Saúde, policiamento, etc. Ao Estado central competiriram apenas as missões militares, de representação nacional e a coordenação geral do todo nacional.
g) Educativo, porque defendemos a redução radical do plano curricular, adaptando cada grau de ensino à vocação do aluno e uma cuidadosa selecção do corpo docente, que premeie o mérito e motive para a eficiência e remunerando de acordo com a qualidade e não de acordo com a antiguidade.
h) Acolhedor, porque defendemos que a entrada de emigrantes é a única forma rápida de colmatarmos o grande decréscimo demográfico português. Mas de uma forma racional e controlada, sendo implacável com as Mafias de carne humana e impondo máximos de entrada estritamente limitados à quebra demográfica ocorrida no ano anterior.
Terror
Governo desiste de tipificar o crime de terrorismo
Jailton de Carvalho - O GLOBO -
BRASÍLIA. Mesmo com a crescente pressão internacional, principalmente dos Estados Unidos, o governo brasileiro não vai mais propor ao Congresso a tipificação do crime de terrorismo. A decisão de sepultar o projeto antiterrorista consta de relatório recentemente enviado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, ao Ministério da Justiça. Para Félix, qualquer definição de terrorismo como crime capitulado no Código Penal seria mortal para movimentos sociais e grupos de resistência política.
Quando você conceitua e define, você envolve uma série de outras ações que não são terroristas e que dificilmente deixarão de ser enquadradas como terroristas. É o caso, por exemplo, dos movimentos sociais e dos movimentos de resistência de países invadidos. Dependendo da ótica, eles são movimentos de resistência ou são terrorismo - disse Félix ao GLOBO na última quinta-feira.
O ministro coordenou o grupo criado pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) ano passado para definir e tipificar o crime de terrorismo. O grupo foi formado por representantes dos ministérios da Justiça, Defesa, Relações Exteriores e até do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também integravam a comissão representantes do Ministério Público Federal e do Judiciário. Depois de um ano de estudo, os especialistas entenderam que a classificação de terrorismo como crime é inviável.
- Tentamos e não conseguimos (conceituar o crime de terrorismo) exatamente por essa dificuldade de caracterizar o terrorismo sem caracterizar como terrorista outras ações que, nitidamente, não são terroristas. Essa é a dificuldade de todo o mundo - disse o ministro
Jailton de Carvalho - O GLOBO -
BRASÍLIA. Mesmo com a crescente pressão internacional, principalmente dos Estados Unidos, o governo brasileiro não vai mais propor ao Congresso a tipificação do crime de terrorismo. A decisão de sepultar o projeto antiterrorista consta de relatório recentemente enviado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, ao Ministério da Justiça. Para Félix, qualquer definição de terrorismo como crime capitulado no Código Penal seria mortal para movimentos sociais e grupos de resistência política.
Quando você conceitua e define, você envolve uma série de outras ações que não são terroristas e que dificilmente deixarão de ser enquadradas como terroristas. É o caso, por exemplo, dos movimentos sociais e dos movimentos de resistência de países invadidos. Dependendo da ótica, eles são movimentos de resistência ou são terrorismo - disse Félix ao GLOBO na última quinta-feira.
O ministro coordenou o grupo criado pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) ano passado para definir e tipificar o crime de terrorismo. O grupo foi formado por representantes dos ministérios da Justiça, Defesa, Relações Exteriores e até do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também integravam a comissão representantes do Ministério Público Federal e do Judiciário. Depois de um ano de estudo, os especialistas entenderam que a classificação de terrorismo como crime é inviável.
- Tentamos e não conseguimos (conceituar o crime de terrorismo) exatamente por essa dificuldade de caracterizar o terrorismo sem caracterizar como terrorista outras ações que, nitidamente, não são terroristas. Essa é a dificuldade de todo o mundo - disse o ministro
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